Gazeta Maringá

violência

Policiais da Bahia acusados de espancar preso estão foragidos

Três investigadores da Polícia Civil e o filho de um deles tiveram prisões preventivas decretadas pela Justiça pós terem supostamente espancado um homem dentro da delegacia de Porto Seguro

17/07/2012 | 18:53 | agência estado

Três investigadores da Polícia Civil da Bahia e o filho de um deles são considerados foragidos de Justiça, depois de a 1ª Vara Criminal de Porto Seguro, no litoral sul do Estado, decretar suas prisões preventivas na segunda-feira. Joaquim Pinto Neto, de 42 anos, Otávio Garcia Gomes, de 43, Robertson Lino Gomes da Costa, de 44, e Murilo Bouson de Souza Costa, filho de Robertson de 22, são acusados de tortura e homicídio, após espancarem até a morte Ricardo Santos Dias, de 21 anos, dentro da Delegacia de Porto Seguro, na noite de sábado.

Segundo depoimentos colhidos por agentes da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Eunápolis, onde as investigações estão centralizadas, Ricardo havia sido detido na manhã de sábado, por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Ele também era suspeito de ter participado de um latrocínio contra um comerciante de Porto Seguro, no dia 11. Há indícios de que os investigadores tentavam fazer a vítima confessar este crime, por meio de tortura.

As câmeras de segurança da Delegacia de Porto Seguro mostram os três investigadores e Murilo chegando à unidade policial às 22h32. Menos de duas horas depois, à 0h21, os quatro são vistos deixando a unidade, carregando Murilo, já desacordado. De acordo com as investigações, depois de entrar na delegacia, os acusados retiraram a vítima da cela, na qual estava descansando, e a levaram para uma sala fechada da unidade, com a justificativa de interrogá-la. Foram ouvidos gritos, mas os outros policiais que estavam na delegacia disseram não ter entrado no ambiente onde ocorria a suposta tortura.

Murilo teria perdido os sentidos ainda durante o interrogatório. Os investigadores, então, disseram ao restante da equipe que levariam o preso ao hospital. Murilo foi deixado na porta do Hospital Luís Eduardo Magalhães, sem identificação. Os investigadores não foram mais vistos.

Segundo o corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública, Nélson Gaspar, que acompanha o caso em Eunápolis, as investigações estão adiantadas e restam poucas informações para que o inquérito seja concluído - entre elas, qual o interesse específico dos investigadores no preso ou no crime que tentavam fazê-lo confessar, o que a polícia espera esclarecer ao interrogar os acusados.

De acordo com ele, os agentes que permitiram aos investigadores ter acesso à vítima também estão sendo investigados. Os acusados vão responder a inquérito criminal e também serão alvo de inquérito administrativo da Polícia Civil, que pode resultar na demissão dos cargos. Equipes da Coordenadoria de Operações Especiais (COE) e do Departamento de Investigação Policial (DIP) da Polícia Civil participam da operação de buscas pelos acusados na região.

últimas notícias
+ RSS
Mais vistas
1esportesOppnus Maringá goleia o São José por ...
2AlepCPI da Telefonia Móvel ouvirá ...
3ubiratãMotorista de 61 anos morre após ter ...
4lutoMorre o ex-tecladista do The Doors
5Mais cidadesCriação de municípios volta a ser ...
Veículos
Gazeta do Povo
RPC TV
Jornal de Londrina
Gazeta Maringá
98 FM
Mundo Livre FM
Canais
Notícias
Voto Consciente
GAZ+
Cultura
Esportes
Literatura
Pós + Gestão e Carreira
Vestibular
Altos Agitos
Blogs
Guia Gazeta do Povo
Bares
Cinema
Cafés
Exposições
Passeios
Restaurantes
Teatros
Shows
Guia Cultural
Delivery
Fôlego
Serviços
Classificados Gazeta do Povo
Classificados JL
Horóscopo
Tempo
Assine a Gazeta do Povo
Anuncie no jornal
Clube do Assinante
Agência de Notícias
Institucional
Expediente
Fale Conosco
Instituto GRPcom
Trabalhe Conosco