Gazeta Maringá

Conferência

Representantes da sociedade civil criticam documento final da Rio+20

Eles se reuniram nesta sexta-feira com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon

22/06/2012 | 16:39 | Agência Brasil

Representantes da sociedade civil se reuniram nesta sexta-feira com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e disseram estar decepcionados com os resultados da Rio+20. Segundo Sharan Burrow, secretária-geral da International Trade Union Confederation, instituição que representa 175 milhões de trabalhadores de mais de 150 países, o documento final da conferência não contempla os interesses das populações vulneráveis, não tem metas concretas, nem prazos de implementação.

“Queremos um modelo econômico diferente, um futuro sustentável e isso não aconteceu aqui. Nosso sentimento é de profunda tristeza e frustração. As pessoas sem emprego no mundo, por exemplo, não têm nenhuma garantia de melhora, de que os líderes globais vão trabalhar por soluções”, afirmou ela, que pretende iniciar uma mobilização internacional dos trabalhadores para pressionar seus governos e cobrar alternativas de desenvolvimento.

O diretor executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, destacou a diferença entre os resultados da conferência das Nações Unidas e da Cúpula dos Povos, evento paralelo que reúne representantes da sociedade civil num contraponto ao encontro dos líderes globais. Ele defendeu que é preciso pensar e agir além dos interesses nacionais.

“Na Cúpula dos Povos você vê gente de todos os países, indígenas, religiosos, representantes de sindicatos, dos movimentos das mulheres, mas transcendemos a fixação pelo nacional, porque sabemos que não vamos resolver as coisas dessa forma. Ao contrário, os líderes mundiais estão obcecados pelos interesses nacionais, de curto prazo.”

Naidoo também criticou a ausência de negociações entre os chefes de Estado e de Governo durante a conferência. Segundo o diretor executivo do Greenpeace Internacional, eles vieram ao Rio para “posar para fotos e anunciar projetos” e aceitaram um texto produzido por “burocratas”.

“Eles ficaram aqui três dias e não gastaram nem uma hora negociando entre si. Usaram essa oportunidade para anunciar projetos e iniciativas e para tirar fotos. Entendemos as enormes dificuldades das negociações, mas eles tinham sobre a mesa um texto sem substância e deveriam ter trabalhado duro”, disse.

últimas notícias
+ RSS
Mais vistas
1MúsicaFemucic começa nesta quarta-feira
Veículos
Gazeta do Povo
RPC TV
Jornal de Londrina
Gazeta Maringá
98 FM
Mundo Livre FM
Canais
Notícias
Voto Consciente
GAZ+
Cultura
Esportes
Literatura
Pós + Gestão e Carreira
Vestibular
Altos Agitos
Blogs
Guia Gazeta do Povo
Bares
Cinema
Cafés
Exposições
Passeios
Restaurantes
Teatros
Shows
Guia Cultural
Delivery
Fôlego
Serviços
Classificados Gazeta do Povo
Classificados JL
Horóscopo
Tempo
Assine a Gazeta do Povo
Anuncie no jornal
Clube do Assinante
Agência de Notícias
Institucional
Expediente
Fale Conosco
Instituto GRPcom
Trabalhe Conosco