Rendimento de aluguéis continua atraente, mas inflação em alta é uma ameaça para os ganhos futuros
Conheça melhor o funcionamento dos fundos imobiliários
O que são Fundos de Investimento Imobiliários?
São fundos que investem em empreendimentos imobiliários (exemplos: edifícios comerciais, shopping centers, hospitais). O retorno do capital investido se dá por meio da distribuição de resultados do fundo (o aluguel pago por um shopping center, por exemplo) ou pela venda das suas cotas.
Quem pode investir em fundos imobiliários?
Qualquer pessoa pode investir e ficar sócio de um shopping ou de um prédio ocupado por uma grande empresa.
Quais as vantagens de investir em fundos imobiliários?
Investir no mercado imobiliário sem comprar um imóvel e ter de gastar com cartório, corretagem ou Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI); o investidor recebe remuneração mensal do fundo, isenta de Imposto de Renda.
Como investir em fundos imobiliários?
Por meio de uma corretora de valores, que pode ou não ser ligada a um banco múltiplo. É preciso abrir uma conta de investimentos.
Quais os riscos de investir em Fundos Imobiliários?
Eventos que afetem o mercado financeiro e/ou de capitais; redução da taxa de ocupação imobiliária; queda de preço dos imóveis.
Fonte: BM&FBovespa
“Quem for entrar hoje precisa ter um pouco mais de cuidado. Felizmente, de 2008 para cá as informações sobre essa modalidade vêm aumentando, com sites de investimentos bastante completos.”
Luiz Augusto Pacheco, gestor de investimentos da Inva Capital.
Mesmo períodos de desaceleração sempre trazem oportunidades para investir, diz o gestor da boutique de Investimentos da Inva Capital, Luiz Augusto Pacheco. A maior parte dos fundos do gênero negociados na Bovespa é de fundos de renda que investem em imóveis prontos, com rendimento mensal do aluguel, isento de Imposto de Renda para pessoa física, e da valorização das cotas. “Os investidores gostam do rendimento mensal e por isso demoram a se desfazer da cota em cenários de instabilidade. Geralmente, a maior variação na carteira de clientes ocorre apenas no lançamento de alguns fundos imobiliários de renda, quando o investidor ainda não se adaptou”, explica.
Neste momento, o risco maior está nos fundos de incorporação, que investem em projetos ainda em fase de desenvolvimento e com grau de risco mais elevado. Nesse caso, o rendimento vem da venda dos imóveis, que vem sendo impactadas pela desaceleração do mercado. Em Curitiba, de acordo com dados do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), o volume de imóveis usados divulgados para a venda em Curitiba cresceu 27,3% em junho de 2012 em relação ao mesmo período de 2011. Somam-se a essa porcentagem os imóveis novos disponíveis no mercado da capital.
Segundo um relatório da Inva Capital sobre o mercado imobiliário e os fundos imobiliários, o cenário de juros baixos favorece os investimentos nessa área. Diante desse cenário de extrema valorização, alguns fundos imobiliários de renda tendem a desvalorizar justamente porque subiram muito. Os outros, que apresentaram uma valorização menor, ainda têm potencial para crescer. Por isso, Pacheco recomenda cautela antes de comprar fundos dessa natureza.
A médio prazo, o maior risco é o aumento da inflação. Com a inflação subindo é possível que o Banco Central volte a subir os juros para tentar contê-la. Isso pode fazer com que os fundos se tornem menos atraentes, na comparação com aplicações de menor risco, como os fundos DI.
“Quem for entrar hoje precisa ter um pouco mais de cuidado. Felizmente, de 2008 para cá as informações sobre essa modalidade vêm aumentando, com sites de investimentos bastante completos. É preciso avaliar bem o fundo imobiliário e o setor a que ele pertence (escritório, hotel, hospital, shopping) e, quando possível, distribuir o investimento em fundos e setores diferentes”, recomenda Pacheco.
