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Cesar Machado

Cesar Machado / “Eu fiquei muito espantada com a reação que eu vi aqui [no Paraná] porque é uma reação sem conhecer o plano.” <i><b>Gleisi Hoffmann</b></i>, ministra da Casa Civil, durante entrevista à imprensa em Cascavel “Eu fiquei muito espantada com a reação que eu vi aqui [no Paraná] porque é uma reação sem conhecer o plano.” Gleisi Hoffmann, ministra da Casa Civil, durante entrevista à imprensa em Cascavel
Investimentos

Gleisi assegura que o PR vai estar contemplado no PAC das Concessões

Ministra disse estar surpresa com a reação paranaense a respeito do programa de obras. E anunciou que em setembro será divulgado estudo para remodelar a ferrovia entre Irati e Paranaguá

19/08/2012 | 09:02 | Luiz Carlos da Cruz, correspondente

A ministra-chefe da Casa Civil, a paranaense Gleisi Hoffmann, disse ontem ter ficado surpresa com as reações de políticos do Paraná que acusaram o governo federal de excluir o estado do pacote de investimentos ferroviários e rodoviários, o chamado PAC das Concessões, anunciado na semana que passou. Ela ainda afirmou que o Paraná estará “contempladíssimo” em setembro, com o anúncio do estudo de melhorias no trecho ferroviário entre Irati, Curitiba e Paranaguá. As declarações de Gleisi foram dadas em Cascavel, no Oeste do estado, onde a ministra esteve neste sábado.

Na sexta-feira, o governador Beto Richa (PSDB) disse acreditar “que foi um equívoco do governo federal varrer o estado do Paraná do mapa brasileiro”. O pacote anunciado prevê a construção de apenas duas obras no estado.

São dois trechos ferroviários que passam pelo Paraná: um ligando São Paulo ao porto de Rio Grande (RS) e o outro entre Mafra (SC) e Maracaju (MS), passando pelo Sul e Oeste do Paraná. A crítica é que as novas ferrovias vão usar bitola larga – sistema imcompatível com as linhas férreas do Paraná, que têm bitola métrica. Na prática, as novas ferrovias vão apenas passar pelo estado, desviando o escoamento da produção para portos gaúchos e paulistas. Uma delas também vai “concorrer” com a Ferroeste, administrada pelo governo estadual.

Gleisi não quis comentar as declarações do governador porque, segundo ela, esse não é um debate político. Mas disse ter ficado surpresa com a reação.

“Eu fiquei muito espantada com a reação que eu vi aqui porque é uma reação sem conhecer o plano”, disse Gleisi. “O plano foi exposto; ele trata dos grandes trechos. Portanto, ele não entrou no detalhamento de nenhum estado. Ele foi feito em cima do Plano Nacional de Logística de Transporte e do Plano Nacional de Logística Portuária. Ele tem a concepção de transformar os grandes ramais de escoamento da produção do país, seja produção agrícola ou industrial”, disse Gleisi.

A ministra afirmamou ainda que, no mês que vem, será publicado o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental para as mudanças necessárias no trecho ferroviário entre Irati, Curitiba e Paranaguá, já que a configuração da ferrovia existente é diferente dos novos modelos que serão construídos.

“Estamos estudando qual o melhor formato para o ramal por conta da Serra do Mar. Ou nós fazemos um via única ou nós abrimos dois ramais, fazendo um que desce e outro que sobe – inclusive para não entrar pela Serra do Mar, retornando por Santa Catarina”, afirmou Gleisi.

A ministra disse ainda que esse trecho ferroviário não entrou no pacote de concessões já anunciado apenas por causa de questões ambientais. “Nós não podemos deixar de divulgar o plano [nacional] por conta desse trecho [estadual]. Mas o Paraná está contempladissímo.”

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