Neste domingo (26), a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood abre as portas do suntuoso Kodak Theater, em Los Angeles, para receber artistas e profissionais da área na 84ª edição do Oscar, a principal e mais longeva premiação do cinema. As cédulas de votação já foram enviadas e os votos contabilizados, agora é hora de finalmente conhecer quem será agraciado com a cobiçada estatueta dourada.
Nos parágrafos seguintes, o Pós-Première comenta os nomeados em cada categoria e chuta quais serão os vencedores da noite.
MELHOR FILME

* O Artista
* A Árvore da Vida
* Cavalo de Guerra
* Os Descendentes
* Histórias Cruzadas
* O Homem que Mudou o Jogo
* A Invenção de Hugo Cabret
* Meia-noite em Paris
* Tão Forte e Tão Perto
Em recente pesquisa encomendada pelo jornal Los Angeles Times analisando os quase 6 mil votantes da Academia, foi traçado o perfil padrão dos eleitores: homem, branco, sexagenário, provavelmente aposentado e sem envolvimento direto com o cinema por, no mínimo, dois anos. Em outras palavras, é como se o seu avô, caro leitor, determinasse os indicados e vencedores do Oscar. Esses dados são preocupantes – 77% são homens e 79% têm mais de 50 anos –, visto que o conservadorismo e a renúncia ao moderno, ao choque são imperantes, pois observando os indicados da categoria Melhor Filme, a conclusão que chego é que os membros simplesmente gostam de se sentirem confortáveis durante a sessão de um filme, o que nem sempre significa que a obra em questão é artisticamente relevante. Esse pensamento involuído justifica a pieguice de alguns indicados mal passados na categoria principal. Ainda bem que temos “O Artista”, “A Árvore da Vida”, “Meia-noite em Paris” e “A Invenção de Hugo Cabret” para dar alguma dignidade, porque os demais concorrentes vão do medíocre ao mediano. “Tão Forte e Tão Perto”? Sério mesmo, Oscar?! Lamentável...
Vai vencer: O Artista
Votaria em: O Artista
Esqueceram de mim: como deu para perceber, eu repaginaria a categoria integralmente, deixando talvez só um ou dois gatos pingados. Nem requer muito esforço apontar filmes lançados no ano passado que sejam melhores que esses daí.
MELHOR DIRETOR

* Terrence Malick (A Árvore da Vida)
* Woody Allen (Meia-noite em Paris)
* Alexander Payne (Os Descendentes)
* Michel Hazanavicius (O Artista)
* Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)
Categoria de peso e relativamente imprevisível. São todos cineastas conceituados, mas neste ano não defendem suas melhores obras, não. O favoritismo de “O Artista” posiciona o pouco conhecido Michel Hazanavicius como o mais requisitado, mas a briga é de gigantes e por mais que os outros já tenham suas estatuetas na estante, parece que vieram famintos para mais uma, sobretudo Scorsese, uma ameaça vermelha ao francês. Se qualquer um dos outros triunfar, será uma surpresa.
Vai vencer: Michel Hazanavicius
Votaria em: Terrence Malick
Esqueceram de mim: Nicolas Winding Refn (Drive)
MELHOR ATOR

* Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo)
* Jean Dujardin (O Artista)
* George Clooney (Os Descendentes)
* Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais)
* Demián Bichir (Uma Vida Melhor)
A indicação do mexicano Demián Bichir por um filme que poucos assistiram foi surpreendente. Ademais, a atuação do ator está na medida e creio que a boa índole do personagem impulsionou sua indicação mais do que a performance propriamente dita. Divago. Sua indicação já é mais do que uma vitória. A disputa fica mesmo entre Clooney, que faz bem o dever de casa; Brad Pitt, em um dos seus melhores trabalhos, e o francês Jean Dujardin, que abocanhou prêmios em Cannes, no SAG e no Globo de Ouro. É inacreditável como até então Gary Oldman havia passado despercebido do radar do Oscar. Ainda bem que corrigiram o erro agora e reconheceram seu desempenho matemático e brilhante em “O Espião que Sabia Demais”. Oldman é renomado e querido, pode estragar a festa dos mais jovens – o que seria ótimo, mas improvável.
Vai vencer: Jean Dujardin
Votaria em: Jean Dujardin
Esqueceram de mim: Michael Shannon (O Abrigo)
MELHOR ATRIZ

* Rooney Mara (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
* Viola Davis (Histórias Cruzadas)
* Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)
* Glenn Close (Albert Nobbs)
* Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Presumo que Meryl Streep vai para a cerimônia deste ano trajando jeans e moletom. Essa é a 17ª indicação da atriz, que já papou 2 Oscars quando, na verdade, merecia mais. Indiscutivelmente, ela tem a melhor performance dentre as cinco. Como Margaret Thatcher, faz milagres com a desgraça que é “A Dama de Ferro”, filme pedestre, bagunçado, medonho. Esse ano, ela divide os votos com Michelle Williams no papel do mito Marilyn Monroe e com a empregada doméstica interpretada com intensidade por Viola Davis. Rooney Mara arrebenta, mas ainda cheira a leite, e Glenn Close voltou dos mortos para roubar a vaga de outras atrizes muito mais merecedoras. Eu daria o Oscar para Streep, sem dúvidas, até porque a mulher já perdeu até para Sandra Bullock, poxa...
Vai vencer: Meryl Streep
Votaria em: Meryl Streep
Esqueceram de mim: Olivia Colman (Tiranossauro)
MELHOR ATOR COADJUVANTE

* Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
* Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn)
* Jonah Hill (O Homem que Mudou o Jogo)
* Nick Nolte (Guerreiro)
* Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)
A briga aqui é de titãs: Christopher Plummer X Max von Sydow. Entretanto, se considerarmos a atuação que defendem esse ano, nenhum mereceria a vitória, de fato. Caso vierem a vencer, será um Oscar Honorário disfarçado, mais pelo reconhecimento da carreira desses dois dinossauros do cinema – 82 anos cada e dezenas de clássicos na filmografia. Os meus favoritos, Branagh e Nolte, têm poucas chances de levarem o prêmio. O primeiro interpreta Sir Laurence Olivier e personifica com ironia a prepotência do lendário ator, já o segundo se entrega em uma atuação comovente de um pai arrependido por não ter lutado pela união da família no tocante “Guerreiro”. É um retorno triunfal de Nolte, atuação contida e dilacerante. Já Jonah Hill só foi indicado mesmo para fazer peso, com o perdão do trocadilho.
Vai vencer: Christopher Plummer
Votaria em: Nick Nolte
Esqueceram de mim: Christoph Waltz (Deus da Carnificina)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

* Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)
* Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento)
* Bérénice Bejo (O Artista)
* Janet McTeer (Albert Nobbs)
* Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)
Octavia Spencer é a favorita absoluta da categoria, mas em minha modesta opinião, é a menos merecedora dentre as cinco. Em “Histórias Cruzadas”, ela reproduz uma caricatura da típica mulher negra dos anos 1960, com aquele perfil cômico da dona-de-casa esquentada, isso sem contar suas expressões matematicamente calculadas e precipitadas. É uma atuação aceitável, no entanto, não para vencer um Oscar. As demais têm poucas chances de ganhar, porém a paixonite da Academia por “O Artista” coloca a atriz argentina Bérénice Bejo como uma rival à altura. Para as outras três, espero que se divirtam na festa.
Vai vencer: Octavia Spencer
Votaria em: Melissa McCarthy
Esqueceram de mim: na verdade, lembraram dela, mas a nomearam pelo filme errado. Jessica Chastain merecia ser indicada por “O Abrigo”.
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
"Missão Madrinha de Casamento" recebeu 2 indicações ao Oscar
* O Artista
* Margin Call – O Dia Antes do Fim
* Meia-noite em Paris
* Missão Madrinha de Casamento
* A Separação
Essa é a melhor categoria do Oscar 2012. Ótimos indicados e fugiu um pouco da previsibilidade que penumbra a premiação. “Missão Madrinha de Casamento” é uma das comédias mais inspiradas dos últimos anos, daquelas que transitam do pastelão ao genial em um estalar de dedos. “Margin Call” é um filme urgente e cerebral sobre o dia que antecedeu o estouro da crise financeira de 2008, dispõe de roteiro afiado, bem estruturado e com diálogos inflamáveis. “Meia-noite em Paris” é a carta de amor datilografa por Woody Allen à Cidade Luz, enquanto “O Artista” celebra o cinema de outrora, puro, simples e arrebatador. “A Separação” é um estudo absorto da conduta humana em momentos adversos. Todos diferentes entre si e excepcionais à sua maneira. Qualquer um que levar, estará em boas mãos.
Vai vencer: Meia-noite em Paris
Votaria em: A Separação
Esqueceram de mim: Ganhar ou Ganhar – A Vida é um Jogo
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Gary Oldman protagoniza o excelente "O Espião que Sabia Demais"
* Os Descendentes
* O Espião que Sabia Demais
* O Homem que Mudou o Jogo
* A Invenção de Hugo Cabret
* Tudo pelo Poder
“A Invenção de Hugo Cabret” é uma bela homenagem ao cinema, porém a narrativa infantil carece de sentimento, característica que tem de sobra no roteiro de “Os Descendentes” e passa longe da trama complexa e calculista de “O Espião que Sabia Demais”. “O Homem que Mudou o Jogo” aborda um tema batido e o desenvolve de maneira até interessante, enquanto “Tudo pelo Poder” disserta sobre a dignidade e joga as merdas da política no ventilador. Categoria balanceada e não tão previsível assim. Pode haver surpresas.
Vai vencer: O Homem que Mudou o Jogo
Votaria em: Tudo pelo Poder
Esqueceram de mim: Submarine
MELHOR ANIMAÇÃO
Cena da animação hispano-britânica "Chico & Rita"
* Chico & Rita
* Gato de Botas
* Um Gato em Paris
* Kung Fu Panda 2
* Rango
A Pixar capotou com “Carros 2” e a concorrente Dreamworks Animation, tirando vantagem da situação, emplacou dois indicados esse ano. Permitam-me dizer, as duas animações mais fraquinhas da categoria: “Gato de Botas” e “Kung Fu Panda 2”. Não há chance alguma de vencerem, se o bom senso reinar. Mais surpreendente que isso foi os votantes terem encontrado espaço para “Um Gato em Paris”, filme francês com gráfico convencional e aconchegante, e o caliente “Chico & Rita”, produção hispano-britânica enamorada pela música e clima cubano. Sem “As Aventuras de Tintim” na brincadeira, “Rango” tem passe livre para abocanhar a estatueta no próximo domingo. Confesso que assim fica até sem graça.
Vai vencer: Rango
Votaria em: Rango
Esqueceram de mim: Operação Presente
MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Cena de "A Separação", representante iraniano no Oscar 2012
* Bullhead (Bélgica)
* Nota de Rodapé (Israel)
* In Darkness (Polônia)
* Monsieur Lahzar (Canadá)
* A Separação (Irã)
Esse é um território que tenho pouco a dizer, pois assisti a apenas dois dos concorrentes: “A Separação”, que é um dos melhores filmes do ano, e o representante belga “Bullhead”, um thriller violento e bastante incômodo. Como atração anual, o Oscar sempre procura indicar um filme que examina o Holocausto sob a ótica dos judeus. Esse ano, viajaram até à Polônia para encontrar o tal filme. “Nota de Rodapé” retrata a rivalidade de pai e filho intelectuais depois que um deles foi premiado nas costas do outro, e “Monsieur Lahzar” lida com educação, crianças e diferenças étnicas, tudo o que o Oscar adora. Se fosse ambientado na Segunda Guerra, ganhava fácil. Acho difícil algum destes ser superior ao iraniano, mas categoria Melhor Filme Estrangeiro sempre reserva surpresas, algumas desagradáveis. Veremos o que nos aguarda no domingo.
Vai vencer: A Separação
Votaria em: A Separação
Esqueceram de mim: Dos 63 países que se inscreveram ao Oscar, vi poucos filmes, mas cito duas obras extraordinárias: o húngaro “O Cavalo de Turim”, de Béla Tarr, e o nosso representante “Tropa de Elite 2”, um dos melhores filmes da nossa cinematografia.
MELHOR FOTOGRAFIA
Cena de "A Árvore da Vida", que recebeu 3 indicações ao Oscar
* O Artista
* A Árvore da Vida
* Cavalo de Guerra
* A Invenção de Hugo Cabret
* Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Já passou da hora de Emmanuel Lubezki, diretor de fotografia de “A Árvore da Vida”, levar o seu Oscar. Foram 5 indicações e nenhuma se converteu em prêmio até então. No filme de Malick, a luz é personagem primordial e Lubezki faz de alguns takes verdadeiras obras de arte. Além do efeito contemplativo, a iluminação enriquece a trama com beleza e uma plasticidade evocativa, sensorial, única. Merecem destaque o clima noir punk de “Millenium” e o trabalho esteticamente irretocável de Janusz Kaminski em “Cavalo de Guerra”.
Vai vencer: A Árvore da Vida
Votaria em: A Árvore da Vida
Esqueceram de mim: Jane Eyre
MELHOR EDIÇÃO
"O Homem que Mudou o Jogo" faz analogia do baseball com a vida
* O Artista
* Os Descendentes
* O Homem que Mudou o Jogo
* A Invenção de Hugo Cabret
* Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Categoria fraudulenta. Só são justificáveis as indicações de “O Homem que Mudou o Jogo” e “Millennium”. Os demais trabalhos de montagem são apenas corretos, mas como no histórico da Academia, o prêmio de Melhor Edição sempre acompanha os vencedores em Melhor Filme, não é de se espantar a presença dos três "queridinhos do ano" por aqui. Vou pegar carona na maré do favoritismo...
Vai vencer: O Artista
Votaria em: Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Esqueceram de mim: Guerreiro
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Presente em 11 categorias, "A Invenção de Hugo Cabret" é o recordista de indicações do Oscar 2012
* O Artista
* Cavalo de Guerra
* Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II
* A Invenção de Hugo Cabret
* Meia-noite em Paris
Coincidentemente, com exceção do universo fantasioso de “Harry Potter 7.2”, os demais filmes indicados a Direção de Arte são ambientados nas duas primeiras décadas do século XX. A recriação de Paris, Hollywood em sua época dourada e a Europa Oriental aos frangalhos por conta da Primeira Guerra Mundial encantou a comissão dessa categoria e, de fato, são trabalhos de encher os olhos. A riqueza de detalhes e a ode à Sétima Arte de “Hugo Cabret”, no entanto, devem ter ficado durante mais tempo na cabeça dos votantes. Se a nostalgia de “O Artista” não contagiar os mais saudosistas, creio que o design de produção de "Hugo" leva essa.
Vai vencer: A Invenção de Hugo Cabret
Votaria em: A Invenção de Hugo Cabret
Esqueceram de mim: Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras
MELHOR FIGURINO
Alex J. Berliner
Figurinos do filme "Jane Eyre" em exposição
* Anônimo
* O Artista
* A Invenção de Hugo Cabret
* Jane Eyre
* W.E. – O Romance do Século
Aqui a história se repete como em Direção de Arte: a preferência é por filmes de época com luxuosos vestidos, principalmente os usados pela monarquia inglesa. A Academia e sua tara eterna pelo belo, pelo o que encanta, pela nobreza, pela extravagância. Certamente, são vestimentas trabalhosas, mas construir é uma tarefa tão complicada quanto desconstruir. O figurino do personagem é comunicação, é sentimento, é sua alma externalizada. A brilhante coleção de Michael O’Connor para “Jane Eyre”, além de ser exuberante pela reconstituição de seu período, é um meio pelo qual podemos estudar os personagens do filme. Por isso merece a honraria.
Vai vencer: Jane Eyre
Votaria em: Jane Eyre
Esqueceram de mim: Potiche
MELHOR MAQUIAGEM

* Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II
* Albert Nobbs
* A Dama de Ferro
Uma estatueta aqui para a saga do bruxo adolescente poderia ser a despedida do Oscar, já que a premiação nunca concedeu nenhuma estatueta aos filmes da série. No entanto, o trabalho de maquiagem de “Harry Potter 7.2” não oferece nada de novidade em relação aos anteriores, que também nunca receberam uma menção nessa categoria. A conversão de Glenn Close em homem no papel do personagem-título de “Albert Nobbs” é impressionante, mas não tanto quanto a transformação de Meryl Streep em “A Dama de Ferro”, sobretudo as próteses quando a ex-primeira-ministra está com idade avançada. Ao lado da impecável atuação de Streep, é uma das poucas coisas que prestam neste filme.
Vai vencer: A Dama de Ferro
Votaria em: A Dama de Ferro
Esqueceram de Mim: Um Método Perigoso
MELHOR TRILHA SONORA
* O Artista
* As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne
* Cavalo de Guerra
* O Espião que Sabia Demais
* A Invenção de Hugo Cabret
Desafio o espectador a assistir a “O Artista” e sair da sessão sem cantarolar a trilha sonora do filme, composta lindamente pelo francês Ludovic Bource. Obra de mestre, Bource recria todos os sons e acordes das típicas composições que acompanhavam as histórias do cinema mudo. É um belo trabalho, harmônico e adorável, um espetáculo à parte. Do outro lado da trincheira, John Williams embarca na cafonice de Spielberg e exagera a dose em “Cavalo de Guerra”, já em “Tintim”, a trilha onipresente é pulsante e sensacional, tal como a de Alberto Iglesias para “O Espião que Sabia Demais” e as melodias abafadas que torna o clima do filme mais denso e frequentemente elegante. Bela categoria, mas muitos outros trabalhos, como o de “Millennium”, mereciam uma vaga.
Vai vencer: O Artista
Votaria em: O Artista
Esqueceram de mim: se John Williams teve indicação dupla, por que não o espanhol Alberto Iglesias por “A Pele que Habito”?
MELHOR MIXAGEM DE SOM
* Cavalo de Guerra
* O Homem que Mudou o Jogo
* A Invenção de Hugo Cabret
* Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
* Transformers – O Lado Oculto da Lua
O padrão da Academia é premiar os mais barulhentos, mas o design sonoro de “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres” é fora de série. Os diálogos bem definidos e encorpados sonoramente – um filme majoritariamente concentrado em conversas – em combinação perfeita com a riqueza da trilha sonora bem encaixada resultam em um trabalho soberbo. “Cavalo de Guerra” tem grandes chances de se consagrar, o que não seria injusto de forma alguma. Mas lembramos que foi o filme do Scorsese que venceu o sindicato. Aí a situação fica mais apertada...
Vai vencer: A Invenção de Hugo Cabret
Votaria em: Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Esqueceram de mim: Drive
MELHOR EDIÇÃO DE SOM
* Cavalo de Guerra
* Drive
* A Invenção de Hugo Cabret
* Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
* Transformers – O Lado Oculto da Lua
A primeira e única indicação de “Drive” ao Oscar. O trabalho de “Transformers” nesse departamento é de ensurdecer qualquer um, é uma captação de áudio complexa e louvável, mas creio que tudo conspira ao filme do Spielberg se consagrar por aqui.
Vai vencer: Cavalo de Guerra
Votaria em: Drive
Esqueceram de mim: Super 8
MELHORES EFEITOS VISUAIS
* Gigantes de Aço
* Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II
* A Invenção de Hugo Cabret
* Planeta dos Macacos: A Origem
* Transformers – O Lado Oculto da Lua
Maior marmelada do Oscar. Basta apertar o play no vídeo acima para saber porque “Planeta dos Macacos – A Origem” merece a estatueta.
Vai vencer: Planeta dos Macacos – A Origem
Votaria em: Planeta dos Macacos – A Origem
Esqueceram de mim: Missão: Impossível IV – Protocolo Fantasma
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
* “Man or Muppet” (Os Muppets)
* “Real in Rio” (Rio)
Já passou da hora do Oscar extinguir a categoria Canção Original. Não digo nem pelo péssimo histórico, mas porque esse campo é vítima de tantas restrições que seria mais conveniente bani-la da premiação de uma vez. Olha a piada desse ano! “Os Muppets” e “Rio” tinham músicas candidatas muito melhores, tiveram que justamente escolher as piores de cada filme? “Bla bla bla Carlinhos Brown bla bla bla”... e daí? E por que diabos dois indicados, sendo que havia mais de 50 músicas para serem escolhidas? Sinceramente, eu não sentirei falta...
Vai vencer: Os Muppets
Votaria em: Nulo.
Esqueceram de mim: Todas, menos essas duas.
Bom Oscar a todos! E que justiça seja feita!