Quinta-feira, 17 de maio de 2012
- Maringá: nublado min: ° max: °Venho falando de várias marcas que se apropriam do comportamento do consumidor para explicar conceitos das coleções e dos produtos.
Você pode me perguntar: "Minha marca não é descolada, ela é contemporânea e chique, não podemos fazer nada muito fora da caixa".
Conheçe o Dance Central? Ele é um game para Kinect, onde os movimentos do seu corpo são lidos por uma câmera e representados na tela. E confesso, já sei dançar quase tudo, é viciante!
Olha o que a chiquetérrima (Como diria Ivone Nani) LANVIN, SIM A LANVIN, fez para lançar sua nova campanha:
Com estas poses, certamente pensaram que Alber Elbaz perdeu a cabeça de vez. Mas não... esta é a nova campanha Outono/Inverno 2011/2012 da Lanvin, com um toque de humor característico do estilista.
Karen Elson, Raquel Zimmermann e o próprio Alber Elbaz dão a cara, o corpo e muita energia nesta campanha filmada por Steven Meisel. A roupa, o quarto de hotel, a música e a dança... aparentemente não combinam! Mas é aí que está o segredo. Pensar "fora da caixa" começa do desenvolvimento de produto e deve seguir à apresentação da campanha e PDV.
É analisar o comportamento do consumidor e para onde ele está caminhando.
Ao som de "I Know You Want Me" de Pitbull, as manequins mostram a nova coleção enquanto dançam "como se não houvesse amanhã". Aliás o mundo não acaba em 2012? Talvez essa seja a última coleção de Lanvin. (risos e ironia)
O que sua marca está pensando para a "última" coleção?

Eu fico com um orgulho imenso quando vejo o povo da moda se apropriando de um acontecimento social de forma tão inteligente como faz a Levi’s. A campanha de lançamento estava no forno esperando para sair quando explodiram os tumultos em Londres. Coincidência?
Não, a marca investe em estudos e análise de comportamento dos jovens. Isso faz toda diferença na execução de uma campanha e na mensagem que ela está passando.
Será que Egito e Líbano já indicavam que algo estava para acontecer em outras partes do mundo?
E a sua marca, está estudando o comportamento das pessoas, da sociedade? Está levando essas informações para o desenvolvimento de produtos, de campanhas e principalmente, construindo relacionamento?
Assista o vídeo e se coloque a perguntar o que sua marca está fazendo para o consumidor, além de roupas.
Boa semana a todos.


Lembro de no fim de 2010 publicar um texto que no mínimo, foi uma bela de uma cutucada na indústria da moda que se auto-proclama "criadores".
Christian Louboutin em uma disputa infundada com Yves Saint Laurent, repercutiu no mundo da moda como um exemplo a não ser seguido. Segundo o juiz federal Victor Marrero, o designer não apresentou provas suficientes para estabelecer que YSL teria "violado a marca", o que garantiria a retirada, pela justiça, dos sapatos expostos nas vitrines de seu concorrente, além do pagamento de um milhão de dólares em indenização, como exigia.
Hoje numa troca de tweets com José Gayegos, estilista e jornalista da ALLTV, mencionei o nome de uma mulher que deve ser copiada. Ela é Johanna Blakley. Uma entusiasta interessada no impacto dos direitos de propriedade intelectual na inovação, em torno da falta de apropriação criativa na moda.

Johanna aborda diversos aspectos sobre a cópia no mundo efêmero e desconexo da moda.
Dever de todo profissional da área assistir essa apresentação no TEDxUSC 2010. Ela fala sobre o que todas as indústrias criativas podem aprender com a cultura livre da moda.
Segue link: (correto) http://www.ted.com/talks/johanna_blakley_lessons_from_fashion_s_free_culture.html
Recebi hoje do querido Paulo Martins, coordenador e produtor do Paraná Business Collection, evento que já tive o prazer de participar à frente da criação de marcas maringaenses, um pedido e que quero compartilhar com todos.
Chamo a atenção para a definição de moda como cultura e o quanto o apoio do governo, incentivará o investimento da indústria na criatividade e inovação.
"No ultimo dia 3 de agosto foi realizada mais uma audiência pública para a apresentação e discussão do estatuto do Conselho Estadual de Cultura, da qual participamos. O estatuto está bem enxuto e objetivo, elaborado com base em audiências públicas realizadas em algumas regiões consideradas estratégicas do Paraná. Contudo, fizemos um questionamento: Por que a Moda não foi incluída entre as oito áreas contempladas no anteprojeto do Programa de Fomento e Incentivo à Cultura do Estado – PROFICE – e no estatuto do Conselho Estadual da Cultura? Causou-nos estranheza – e preocupação – a ausência da Moda uma vez que esta reivindicação já havia sido passada para a comissão responsável pela formatação do referido estatuto. Esta reivindicação também foi entregue através de correspondência que entregamos pessoalmente ao Secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana, e através de dezenas de e-mails enviados por profissionais da moda e design ao site da Secretaria de Estado da Cultura até a data de 03 de agosto. A inclusão da Moda e do Design ainda está sob análise para ser ou não inserida entre as áreas contidas no Programa de Incentivo e Fomento a Cultura e no Estatudo do anteprojeto de criação do Conselho Estadual da Cultura, segundo resposta que tivemos em nosso questionamento na audiência pública.
Além disso, e principalmente, a Moda já está contemplada nos programas de políticas públicas do Ministério da Cultura, através da recém-criada Secretaria Especial de Economia Criativa.. A Moda já faz parte de planos de ação cultural de vários estados seguindo diretrizes adotadas pelo Ministério da Cultura. E o Paraná? Vai ficar fora deste processo? Vai virar expectador das ações desenvolvidas em outros estados aliando Moda, Design e Cultura através das politicas públicas? Por isso, precisamos nos mobilizar para que se inclua a Moda como uma das atividades nele contempladas!
Até sexta-feira, dia 12 de agosto de 2011, a Secretaria de Estado da Cultura vai receber através do seu site sugestões para o aprimoramento do estatuto do Conselho Estadual da Cultura, antes de encaminhá-lo para aprovação na Assembléia Legislativa. Não vamos perder esta oportunidade de manifestar a vontade de todo um setor envolvido no crescimento e na evolução da Moda paranaense! Produtividade tem que caminhar com Criatividade!
Afinal, o Paraná está entre os quatro maiores pólos da indústria da confecção, é um dos principais formadores de profissionais especializados para o setor do vestuário – são mais de 20 cursos de Moda – e pioneiro no diálogo entre Moda e Cultura exemplificado pelo Prêmio João Turin de Incentivo aos Novos Designers de Moda e outros eventos que aliam em suas ações estas duas formas de expressão de comportamento e identidade.
Envie seu e-mail até 12/08 reivindicando a justa inclusão da Moda paranaense no Programa Estadual de Fomento e Incentivo a Cultura e no Conselho Estadual de Política Cultural e em outras ações e iniciativas da Secretaria de Estado da Cultura
E- mail para proculturapr@seec.pr.gov.br No site da Secretaria de Estado da Cultura estão mais informações sobre a proposta de criação do Conselho Estadual de Política Cultural.
Acesse: www.seec.pr.gov.br"
Sempre defendi que não é puramente o produto que faz alguém se envolver com uma marca, ser fiel a ela e defendê-la onde quer que vá. Os brand lovers são mais que consumidores rotineiros. Eles acompanham todos os lançamentos da marca, seguem nas mídias sociais, tem seu vendedor preferido, sua loja preferida. Conquistar esse espaço no imaginário do consumidor vai além de fazer roupas que vestem bem ou “bonitinhas”.
Analogia simples. Para conquistar um flerte, a mulher usa de todos os artifícios que tem: conversa, gestos, conhecimento, beleza, tudo para que o flerte se interesse por ela e de fato, assuma um relacionamento. Com as marcas, esse elo é idêntico. O produto da sua marca pode ser o melhor do mercado, mas se o seu atendimento não for, o consumidor não vai se encantar.
“Mas Passa, eu não tenho loja e vendo em multimarcas, estou à mercê de um atendimento que nem conheço?”
QUEM FALOU QUE ATENDIMENTO É SÓ O VENDEDOR? Entenda uma coisa, atender não significa balcão de loja. Atender é acolher com atenção, ouvir atentamente, tomar em consideração.
Em entrevista para a Harvard Business (publicada pela www.proxxima.com.br), Joe Tripoli, EVP e Diretor de Marketing da Coca-Cola, fala que é preciso aceitar que a empresa não possui a marca, mas, sim, seus consumidores. Segundo a entrevista, a Coca-Cola aprendeu esta lição em 1985 com a introdução da New Coke (que teve péssima reação por parte dos consumidores), mas isso se tornou ainda mais importante com o crescimento da mídia social. Hoje, a página da Coca-Cola no Facebook tem mais de 33 milhões fãs e não foi uma ação do departamento de marketing da empresa. Foram dois consumidores de Los Angeles que criaram a página como uma expressão autêntica de seus sentimentos em relação à marca. Uma década atrás, uma empresa como a Coca-Cola, teria enviado uma ordem judicial para o fechamento da página. Em vez disso, eles fizeram uma parceria com os consumidores para criar e gerar mais conteúdo, o que resultou em um crescimento aproximadamente 100 mil fãs por semana.
Envolver o consumidor em toda a atmosfera da marca faz com que ele se sinta especial. Avance no CRM da sua empresa e procure sabem quem de fato, é seu consumidor. Não o classifique em faixas etárias e sociais, ele está interessado em que valores a sua marca pode agregar no cotidiano dele. Identifique brand lovers, quais são seus gostos, hobbys e mantenha-os sempre por perto. Eles são evangelizadores e defenderão sua marca onde for.
Caso extremo de brand lover.Há 15 dias publiquei um post no meu blog pessoal que deu o que falar no Brasil todo. Se tratava da coleção Pelemania da marca de calçados Arezzo. Foram mais de 15 mil acessos em 3 horas e atingimos os Trending Topics do Twitter por 2 dias. Alguns defendendo, outros acusando, enfim, cada um tinha sua opinião sobre o assunto.
O Passa in Company é um espaço para eu falar de mercado. Mas essa semana será diferente. Na próxima sexta-feira (6 de maio) farei um bate papo, com profissionais de moda, marketing e direito, afim de discutir Tendência X Sustentabilidade em pleno século 21. Como as marcas podem aprender com o caso Arezzo e Companhia.
Fica o convite para todos os interessados.
Será na sexta 6 de maio, às 15h no Espaço do Livro.
O post será escrito ao vivo com as considerações dos participantes.
Venha participar e dar suas opiniões!
"É a industria cultural é fascinante. As pessoas compram qualquer coisa que esteja escrito em inglês sem saber o significado! Se fosse uma blusa normal escrito chave de fenda ninguém levaria!"
Assim é o comentário de Ramón Silveira na foto do jornalista Sergio Martorelli, que mostra uma jaqueta de moletom com bordado "supostamente" com apologia neonazista.
Sempre gosto de trazer para o blog "o que não fazer com seu produto" e esse é um exemplo de como o olhar da criação da sua marca deve ser apurado e pesquisador.
Que o prêt-à-porter se inspira no street style e na alta costura a gente já entendeu, mas sem um direcionamento, mesmo uma marca que tem "todos os estilos", a coleção fica perdida e corre o risco de colocar um produto na loja sem pé nem cabeça.
Certa vez, em uma empresa que trabalhei, eu não podia usar caveiras e nem estrelas de cinco pontas. o por quê? Crendice dos proprietários. Enfim, era um direcionamento.
Quando estiver planejando sua nova coleção, sente com sua equipe e discuta o que PASSA e o que NÃO PASSA dentro do projeto. Alinhar essas espectativas durante o planejamento, facilita a comunicação e reduz o risco de problemas como esse que aconteceu com a Renner.
Sempre tive fascinação por figurinos. Leitura obrigatória para o meio, "No camarim das oito" de Marília Carneiro, apresenta uma tese de por que a novela influencia a moda brasileira.
O livro aponta que a novela é um reflexo da sociedade. Eu alfineto e questiono. A sociedade não seria um reflexo da novela?
Um questionamento bem cliquê do tipo "Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?" ou "A arte imita a vida, ou a vida imita a arte?
Domingo foi dia de Oscar, e Natalie Portman ganhou louvadamente o prêmio de melhor atriz, pela interpretação de Nina em Cisne Negro.
A novela e cinema são espetáculos que imitam a vida real. Por outro lado, nos mostra o que gostaríamos de viver, ser e ter. Um ciclo de informações que se reinventa a cada dia.
Entender esse processo é fundamental para as marcas que apostam em coleções inspiradas na arte, cada um criando e reinventando formas de representar o que de fato será desejo para seus consumidores.
Exemplo claro é a Morena Rosa, marca da região que se inspirou no filme Cisne Negro para criar sua coleção inverno 2011.
Não basta colocar o nome da coleção de "Cisne Negro" (e acredite, vamos ver muitas marcas fazendo isso por aí). É preciso pesquisa, estudo para que cada produto da coleção converse com o outro. Caso contrário, temos uma coleção perdida, repleta de referências de teenager à contemporânea.
Marcas devem ter foco na hora de desenvolver seus produtos, ou acaba virando um feirão onde o que vale, é o preço.
Abaixo, peças da coleção da Morena Rosa. Veja como as peças tem relação entre si.
Morena Rosa

Morena Rosa

Morena Rosa

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